
A Vale inaugurou ontem (16), no município de Ourilândia do Norte, sudeste do Pará, a mina de Onça Puma, seu primeiro empreendimento no Brasil para a produção de níquel. O evento marcou também a despedida do presidente da empresa, Roger Agnelli, que permanecerá no cargo somente até a próxima sexta-feira. Contido em vários momentos, a muito custo contendo a emoção, Agnelli deixou claro que a entrega do projeto níquel foi seu último ato público como presidente da Vale, cargo que ocupou por dez anos.
A operação de Onça Puma, uma das maiores plantas de produção de ferro-níquel do mundo, foi iniciada pela mineradora nos primeiros dias de maio. O primeiro embarque, de 1.078 toneladas de ferro-níquel, com 385 toneladas de níquel contido, ocorreu no dia 11 deste mês pelo porto de Itaqui, em São Luís do Maranhão. A carga foi transportada em 52 contêineres pela Estrada de Ferro Carajás e terá como destino final a Ásia e Europa.
Toda a produção de Onça Puma será escoada por via rodoviária da mina em Ourilândia até a Estrada de Ferro Carajás, em Parauapebas, cobrindo uma distância de aproximadamente 350 quilômetros. De Paraueapebas, o minério seguirá por ferrovia até o porto de embarque na capital maranhense.
ONÇA PUMA
Constituído de duas minas, ocupando uma área de 17 quilômetros quadrados, o projeto Onça Puma abrange as cidades de Ourilândia do Norte, Tucumã e Parauapebas. O empreendimento tem capacidade de produção anual de 220 mil toneladas de ferro-níquel, contendo 53 mil toneladas de níquel, um metal extremamente valorizado na indústria siderúrgica. (Diário do Pará)
(Esta noticia do jornal Diário do Pará pode ser interpretada como boa ou ruim. Boa, se considerarmos que mais uma vez o Pará se destaca como produtor mineral exportando diversos itens no grande leque de posibilidades. Ruim, se pensarmos que a verticalização da produção ainda esta longe de acontecer.A exportação paraense dar-se quanse que totalmente de matérias primas com valor agregado pequeno em comparação a produtos acabados como cabos eletricos (caso da Alubar, raridade neste aspecto). Um outro aspecto ruim é que bem pouco dos recursos advindos da exploração mineral ficam no municipio ou no estado. E o pouco que fica é mal administrado.
Sinceramente espero que isto não aconteça e que os municipios que este projeto abrange tenham benéficios reais - CWPA)